Mauro tomava bomba. Era todo inchado, deformado. A pele era pura acne. E era disso que ele mais gostava. A toda hora estava espremendo um cravo ou uma espinha. A namorada de então protestava: - Que nojo, Mauro! Como você é porco! - Ah, é relaxante. Tipo, eu sou meu próprio plástico-bolha.
Escrito por Fábio às 18h23
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Lílian não aguentava mais. Aquela era última vez que Saulo, seu marido, enfiaria a mão no meio de suas pernas e diria: "Vai regular essa mixaria?" Esperou ele sair e interfonou para o porteiro: - Vêm para cá agora, seu Genésio. E traz o zelador e o segurança. Ah, traz quem você quiser. Aquela tarde, a até então recatada senhora deu muito, de todas as formas. E gritava para o marido, ainda que ele estivesse ausente: - Não, Saulo! Eu não vou regular essa mixaria nunca mais! Pra ninguém, ouviu? PRA NINGUÉM!
Escrito por Fábio às 21h13
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